Loucura?!

março 31, 2010

Taxi Driver.
Os Bons Companheiros.
O Rei da Comédia.
Cabo do Medo.
Cassino.
Gangue de NY.
O Aviador.
Bob Dylan – No Direction Home.
The Rolling Stones Shine a Light.

Qual o seu louco preferido?
*Fico entre Travis Bickle (Taxi Driver) e Bob Dylan.

E segue mais um para coleção:

Sobre Legionários

março 28, 2010

“Vamos deixar as janelas abertas
E deixar o equilíbrio ir embora
Cair como um saxofone na calçada
Amarrar um fio de cobre no pescoço
Acender o intervalo pelo filtro
Usar um extintor como lençol
Jogar pólo-aquático na cama
Ficar deslizando pelo teto

Da nossa casa cega e medieval
Cantar canções em línguas estranhas
Retalhar as cortinas desarmadas
Com a faca surda que a fé sujou
Desarmar os brinquedos indecentes
E a indecência pura dos retratos no salão
Vamos beber livros e mastigar tapetes
Catar pontas de cigarros nas paredes

Abrir a geladeira e deixar o vento sair
Cuspir um dia qualquer no futuro
De quem já desapareceu
Deus, Deus, somos todos ateus
Vamos cortar os cabelos do príncipe
E entregá-los a um deus plebeu

E depois do começo
O que vier vai começar a ser o fim [3x]

E depois do começo
O que vier vai começar a ser”

“Os Bons morrem cedo”

O Segredo.

março 20, 2010

O segredo não é o futebol, nem as chuteiras ou muito menos a água que eles (ou nós?) tomam.
O segredo não é a raquete, nem a quadra, nem o tênnis.
Não é o copo, não é o vinho, nem a taça.
Não é o recheio nem a cobertura.
Não é a bola nem a cesta.

O segredo são os olhos.
Eles enxergam diferente.
O que resta, para nós, é assistir…ver.

Ônibus.
Já faz parte do meu dia-a-dia.
Fim de noite, voltando para casa depois de mais uma longa jornada.
Cansado, sento no banco perto da porta, lá no fundo.
Abro um livro e começo a ler. Está certo que ali não é o lugar ideal para ler um livro, até pra ler uma frase em um outdoor é uma aventura sentado ali.
Mas aquele dia foi a gota. Não, o problema não foi a chuva, longe disso.
O problema era um rapaz, duas cadeiras atrás, a “turma do fundão”, com um celular (maldito viva-voz) rolando um funk no talo.
Não, o problema não era a música, nem a qualidade dela ou do som do celular (o funk foi apenas um agravante, poderia ser até uma bossa ali, ia dar no mesmo(?)), o problema era a altura do som e a postura do rapaz.
Pessoas voltando de seu longo dia, cansadas e tendo de aguentar aquilo? Aquela afronta, aquela falta de respeito?
Não, não poderia ficar assim.

Respirei fundo e levantei. Eu, negão, 1,92m, um armário, cara de mau. Cheguei no rapaz, sem falar um “A” arremessei o MP5.236 pela janela e falei “Se der um pio, vc vai junto!” .

Respirei fundo e levantei. Eu, mulato, 1,80m, um cara normal. Cheguei no rapaz e disse: “Chefe, você conhece algo chamado fone de ouvido? Não?? E educação, conhece? Então por favor compre um ou aprenda o outro ok?”, voltei e sentei em meu lugar em silêncio, junto com o silêncio que fez o celular do individuo em questão.

Respirei fundo e levantei. Eu, moreno, 1,69m, com uma barriguinha de computador considerável e uma leve cara de bobo, desci do ônibus e pensei “Preciso arranjar outro lugar pra ler meus livros ou quem sabe comprar um audiobook”.

Dissecando Hermes

fevereiro 23, 2010

Adoro letra de música.
É incrível a habilidade de certas(os) pessoas de musicar o cotidiano, do fantasioso até a realidade.
Mas tem um, que ganha de todos.
Não por ser melhor, mas por conseguir musicar o inmusicavel(?).
Tente rimar Shah-Jehan com Mumtaz Mahal e inserir uns “Têtêretês” no meio disso tudo.
Tente falar do homem da gravata colorida, do urubu que toca flauta, do homem avestrús, da mulher do homem que come raio-laser.
Arranje uma frase pra usar Spyro Gyra é spyro gyro.

Difícil?
Que nada, isso ele tira de letra!
Agora vem a obra-prima. Acompanhem comigo a versão musical de uma parte da Mitologia. Isso mesmo M-I-T-O-L-O-G-I-A.

Hermes que era Thoth que era Mercúrio que era Três Vezes Poderoso e por isso Trismegisto.

“Hermes Trismegisto escreveu
O que está embaixo é como o que está no alto,
e o que está no alto é como o que está embaixo.
E por essas coisas fazem-se os milagres de uma coisa só.
E como todas essas coisas são e provêm de um
pela mediação do um,
assim todas as coisas são nascidas desta única coisa por adaptação.”

Simples não? Uma explicação mais do que óbvia sobre os escritos de Hermes.
Ahhh…o nome do albúm é “A Tábua de Esmeralda” (onde foi escrito as palavras do Trismegisto).
Acredito que poucos conseguem ir tão longe quanto Jorge Ben, talvez só alguém um pouco mais “Racional”.

Então fica aqui os dois juntos, estacione sua asa-delta e boa semana!

Quando deixamos?

fevereiro 19, 2010

Quando deixamos de lado nossos bonecos, nossos jogos e brincadeiras?
Quando percebemos que hoje será a última vez que escolheremos entre o soldado ou o ninja?
Quando percebemos que a realidade que vivíamos era uma fantasia e que atual realidade pode ser mais fantasiosa que a anterior?
Que agora sim podemos optar entre ser vilão ou herói, polícia ou bandido.
Que não somos detetives, guerreiros ou super-homens, mas que agora sim podemos escolher qual deles seremos.
Que nosso forte antes de plástico, agora é feito de tijolos.
Nossas mocinhas agora são de carne e osso.
Que morremos.
Que sangramos.
Que choramos.
Quando trocamos guerras de lama por batalhas de fogo?
Trocamos balas por pratas, chinelos por sapatos, regatas por gravatas?
Quando deixamos nossos brinquedos, nossos “pequenos amigos”, nossas bolinhas de gude, nossos monstros no fundo do armário, lá em uma ilha distante?
Quando deixamos a infância, esperando sempre continuar com a criança?

Fica a dica:

Se vira nos 30

fevereiro 8, 2010

O relógio marca 00:30.
O termômetro marca 30 graus.

Entre o banho e a cama consigo ficar uns 30 segundos sem suar.
Deito, fecho os olhos uma única vez, sem piscar, para não fazer muito esforço.

1, 2,3…30 carneirnhos e nada!
Levo uns 30 segundo pra tentar virar de lado.
Tudo calculado e devagar.

Depois de 30 minutos, o travesseiro já está quente e a cabeça já está em outro lugar.
Minha mãe disse que antigamente, quando ela tinha uns 30 anos, já fazia calor assim.
Minha vó também disse que lá pela década de 30 o calor era igual, as vezes até pior.
30 é muito! Nunca tive um febre(?) que chegasse a 30.

30 é muito? Daqui a pouco faço 30…e o que fiz durante esse tempo?
Passei calor? Frio? Reclamei quando estava calor?Ou quando estava frio?

Olho o termômetro e por uns 30 milésimos ele marca 29.
Ufaaa!!! Ai sim! Aos 29 posso dormir.
Aos 29 dumo, esperando não chegar nos 30.

Aos vite e nove, com o retorno de Saturno, decidi sonhar outra vez.

Estacionando na estação

janeiro 9, 2010

Verão.

Mudei de estação, coloquei na 91,9 (rádio local), levantei e fui andar na praia.

Eu que não tenho esse costume de escutar rádio (nem de andar na praia) me supreendi. Na minha velha playlist do computador me perco em meio de tantas músicas que gosto e conheço, e esqueci do prazer de que o velho aparelinho (no caso não um rádio, mas um celular)  fornece à nós meros “escutadores”.
A estação passou no teste, trazia um sol não muito forte que ajudava na caminhada. A música com um frescor todo novo também passou.
Entre tantas músicas diferentes, desconhecidas (para mim), boas e ruins tive aquela velha sensação de escutar uma que gostamos no meio de tantas outras.
Ela tem outro gosto, outro sabor quando selecionada pela estação. E o verão selecionou ela perfeitamente, na brisa da beira do mar tocava “Com açucar, com afeto” (de Chico Buarque, gravada por Nara Leão) na voz de Fernanda Takai. Tenho que reconhecer que a versão que tenho aqui no velho pc não chega aos pés da versão da estação que escutei, apesar de serem idênticas.
Acho que é culpa da estação né? Conseguiu perceber o momento e coloca-la na hora certa nas ondas do rádio perto das ondas do mar…ou não, talvez foi por causa do verão que trouxe a praia de volta.

Gostei disso, acho que vou estacionar um tempo nessa estação, escutar um pouco mais de rádio caminhando na praia, esperendo aquela músicar tocar.
E quando cansar eu mudo de estação, o inverno de vez em quando também é bom.

Miedo

dezembro 17, 2009

O medo é sensacional.
Tão dificil quanto fazer rir ou chorar é causar medo.
É praticamente uma arte.
E na arte o medo é melhor ainda, o simples fato de transmitir esse sentimento apenas com imagens e sons, ou melhor, pela simples ausência desses, é definitivamente um dom.
Um exemplo?
Assistam “Atividade Paranormal” e vocês irão entender do que estou falando.
Simples, direto e cá estou eu durmindo de luz acessa. rsrs…

E para você, o que é o medo?

Fica aqui algumas dicas do Lenine:

“O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor

O medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias ou em rota de colisão
O medo é de Deus ou do demo? É ordem ou é confusão?
O medo é medonho
O medo domina
O medo é a medida da indecisão”

Chico e Pedro

dezembro 13, 2009

Mulheres, difícil entende-las.
Mas Chico entende, Chico fala sobre e como elas. Já Pedro não fala, apesar de aconselhar sempre que se fale com ela, mas ele mostra.
Chico, entre um cálice e outro, me conta como elas pensam, com palavras suas que poderia jurar que eram delas. Pedro , encena, ensaia, atua e dirige por, como e com elas.
Meu caro amigo Chico, passa horas falando sobre a Barbara, Rosa, Cecília, Angélica, até sobre as de Atenas. Porém só quando o copo está vazio é que ele me conta e me descreve Rita. Fala sobre sua tatuagem, seus olhos d’agua, diz que ela é dançarina, que faz cinema, detalha cada curva da menina e no final me pede conselho. Imagina só, logo eu? Chico minha história é simples, sem açucar e sem afeto.

Se Chico me descreveu Rita, Pedro me apresentou Penélope. Foi amor a primeira vista, daquele tipo matador. Ela estava de salto alto e eu à beira de um ataque de nervos só de ve-la.
Ele fez de propósito, tenho certeza! O que eu fiz para merecer isto?
Pedro conhece as mulheres, gosta delas, mas,  de um jeito diferente de Chico. Chico quer ter, Pedro quer ser. Pedro quis tanto ser que resolveu começar do ínicio descobrindo tudo sobre sua mãe. Pedro sempre foi assim curioso, apesar dos maus hábitos.

E no meio desse grande labirinto de paixões, a noite segue e eu escutando com o maior prazer hora Chico falando sobre a Beatriz, a Carioca, a Carolina e Pedro sobre Lucy, sobre Kika, sobre Lydia…

Porém, quando o relógio bate as 5 da manhã eu sou obrigado a levantar e dizer:
- Desculpe a minha má educação, mas tenho que ir. Adoraria ficar até o fim, mas tenho que estar daqui a pouco na construção.
Abraços paratodos!

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.