São Paulistas.

outubro 29, 2009

Um dia em São Paulo na Mostra Internacional de Cinema! Cidade grande é um barato.

Andando pela Paulista temos a nítida sensação do povo estranho que somos. Não tem UMA pessoa igual à outra. Tem de todo jeito. Passou um sujeito vestido de muçulmano acho, aquela barba aquelas roupas deles, logo em seguida um outro meio punk, fiquei com medo de ter uma treta ali, um preconceito danado da minha parte concordo.

E seguimos.

Augusta! Ah Augusta cantada em tantas músicas! E nós ali.

Loja de camisas legais! Carteiras de plástico com a cara do Woddy Allen.
Comida asiática pra agüentar.

Cinema. Eu, Ela e minha alma! Crítica engraçada sobre a real natureza humana! Onde a Alma é retratada como um caroço de grão-de-bico. Gostei.

Depois é hora de pegar ônibus em busca do outro cinema para outro filme.

Ônibus lotado, gente de tudo quanto é jeito. Gente brasileira?

Preto&branco.
Gordo&magro.
Careca&cabeludo.
Crente&ateu.
Pobre$rico.

Rico no ônibus?

Não, o rico tava na Avenida Brasil na hora que o ônibus entrou, ele estava no carro blindado.

Os pobres do lado de cá! Livres! Leves e Soltos!

São Paulo ensina a gente! Na escada rolante, se não quiser andar fique do lado direito.

Ultrapasse pelo lado esquerdo.

No metrô não fique na porta e saia pelo lado direito.

Tanto aviso! Tanta regra.

“Êêê ôôô Vida de gado”

A escada rolante foi inventada pra nos levar mais rápido ou pra gente não precisar andar? Não sei!

São Paulo! Nasci lá, mas não sei se sou de lá!

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Quem lembra do Mengálvio?

Jogou ao lado do Pelé, foi bi-campeão mundial pelo Santos F.C , 62 e 63. Eu tava ali bem do ladinho dele, andando devagar, pernas tortas querendo mergulhar, mas as ondas estavam fortes, então ele ali, água na cintura, pulando…

Quando ele pulava nas ondas eu imaginava ele pulando pra fazer um gol de cabeça.

Imaginei ele driblando zagueiros, dando passe pro Pelé!

Ele tava ali, bem na minha frente. Tenho certeza que ali na praia, naquele horário eu era a única pessoa que o conhecia! Fiquei pensando nas coisas que ele deve pensar todo dia…

Se fosse o Pelé a praia estava lotada de gente pra tirar foto com ele!

Deu vontade de ir até ele e falar: “Fala Mengálvio” Mas será que ele ia gostar?

Acho que sim! Droga, deveria ter ido!

Depois ele saiu da água e parou em frente ao mar e ficou olhando…

Minha cabeça pirou! “que será que ele tá pensando?”

Será que ele pensava nas viagens? Nos gols? Na vila belmiro lotada?

Será que ele nem pensa mais nisso?

eu sei quem é ele, porque uma vez quando eu era molequinho, eu e meu pai estávamos no mercado e vimos ele, meu pai o comprimentou, ele retribuiu todo feliz! Nunca mais esqueci de sua fisionomia.

Não sou santista! Não sou tão apaixonado assim por futebol!

Mas essa imagem de hoje me fez refletir…

Ontem, hoje, amanhã! O que é isso tudo?

Será que amanhã alguém me reconhecerá na praia?

Elas têm o que agente quer!

Poesia pura, isso é poesias. Agora essa poesia urbana,undergroud, buckoriana, desbocada  irá para tela grande, os fãs de VELHAS VIRGENS não vêem a hora da estréia de

Velhas Virgens, atrás de Cerveja e Mulher.

com vcs uma breve mostra do que vêo por ai.

Finalmente

outubro 23, 2009

Nossa, graças a Deus chegou sexta feira.

Estou cansado, o corpo já suplica, BAR, BAR, BAR!

precisamos de um alívio.

o encontramos naquela dose, mas não somos alcolátras (mesmo que seja, uma alcolátra nunca confessa)

hoje é dia, de?

beber, uma e outra, aquela sabe? Pra soltar o ombro! Relaxar e dizer.

A FINALMENTE é SEXTA FEIRA.

Adoro séries!

Sempre assisti, desde pequeno me acostumei com as legendas e as risadas fakes.
Depois de um tempo, cansei, parei de assistir.
Não vi Lost, mal vi Heroes, True Blood só conheço  (e gosto) da abertura.
Há muito tempo não lembrava o que era acompanhar uma série. Vejo episódios antigos de algumas que gostava, mas não é a mesma coisa. Já sei o final, as piadas, as supresas e as risadas ficam falsas como as que aparecem na tv.

Porém, admito que estou viciado novamente.
E tirando toda o entusiasmo que estou tendo com a nova temporada, acredito que essa é a melhor série que já assisti e que possui a melhor personagem (e olha que eu já vi vários episódios de House).
Além de tudo isso, aborda um tema que faz qualquer um parar pra refletir.
Alguém merece morrer? Tirar a vida de uma pessoa, mesmo ela tendo matado outras, é certo? É humano?
Sociólogos diriam que a solução não é essa, radicais diriam que é única.
Eu diria, assistam DEXTER!
Mas assistam desde o começo, vejam a evolução da personagem, conheçam seus motivos (se é que ele possui um) e se  sobrar tempo, entre um cerveja e outra, discutam esse papo cabeça de morte, que depois da 10ª garrafa garanto que vcs terão chegado em um solução!

Ahhh….e a parte da mostra é sobre a 33ª Mostra Internacional de Cinema de SP que começa amanhã (hoje!).
Sempre quis ir, nunca fui. O Pardal Vermelho ai já foi e entrevistou toto mundo por lá.
Esse ano garanto que vou…mas acho que vou domingo, porque segunda tem Dexter.

Lá vem o Sol??

outubro 17, 2009

Coloquei o Belle and Sebastian pra tocar e fiquei pensado um monte de coisa…

Pensei na chuva que cai há dias e dias e dias… Sem trégua, sem dó, sem direção.
Pensei na nossa vulnerabilidade, seres fracos somos nós! No poder da natureza é que vemos o quanto inferiores somos. A chuva derruba a gente. Derruba nosso humor, nossa vontade de fazer às coisas, para os mais depressivos, a chuva derruba a vontade de viver, para quem mora em local de risco, a chuva derruba também, do barranco. Pra quem anda de chinelo na rua, a chuva derruba, principalmente ao atravessar a Rua na FAIXA DE PEDESTRE, aquilo é muito liso! Tente atravessa-la de chinelo.

A Chuva derruba, ela não tem dó.

Hoje é Sábado, chovendo, frio, solteiro… A chuva derruba mesmo gente! É Sério!

Ainda bem que tenho a música. Depois do Belle vai rolar Beatles e depois tem Elvis e depois tem tudo o que eu quiser.

Tem Também: HERE COMES THE SUN!

Mas quando o Sol vier, estarei na rua tirando o mofo e não ouvirei as músicas.

Mas beberei a cerveja gelada.

Mas não terei vontade de escrever tanto.

Mas verei pessoas.

Que dúvida… Sol? Chuva?

Vou curtir o Belle aqui… Quando o Sol chegar eu penso em algo melhor.

Essa pergunta surgiu como sempre em uma mesa de bar, após a dose de alguma coisa, que não me lembro o nome.

Onde está Fellini, Bunuel, Kurosawa, Bergmam e companhia? Assim começamos o papo, e como discutimos e discutimos essa questão. Chegamos a uma conclusão, sensata para 3 da manhã em um posto, pois o bar já havia fechado. Um de nós gritou, “ELES SÃO ETERNOS”, e a ficha ali caiu. Lógico que são eternos, os Deuses do cinema, estão nas suas obras, eles não possuem um céu, nem inferno deles. Eles são imortais, porque o que eles tinham de melhor pra deixar foram os seus filmes.

Não consegui dormi nesse dia, fiquei pensando e repensando isso, como o cinema é mágico, ele é eterno.  Acordei no meio da noite e fui ver um filme do Win Wenders, esse é também um dos deuses, mas ainda está vivo. Assisti “Asas do Desejo”, o filme resumirá esse meu discurso, mostra o quão uma obra cinematográfica pode ser fundamental na vida das pessoas.

Bom, os Deuses do Cinema estão no próprio cinema, estão no momento em que a luz apaga, as trevas reinam e aquela luz no fundo começa a nos revelar o que somos. Os deuses estão na luz, película, nos números binários digitais e em qualquer forma de reprodução cinematográfica.

Puts! Já to bêbado, acho q vou pedir mais uma e vou embora!