Tremores sóbrios.

fevereiro 27, 2010

Esta noite acordei com minha cama balançando… Pensei sobre a cerveja bebida… Mas Pó! Nem foram tantas assim… 4, 5 garrafas?

Terça foram 24 e a cama nem tremeu nem nada… Mas também nem lembro se dormi na cama, na rede, na casinha do cachorro… Mas não tremeu não!

Esta noite balançou tudo… E ficou balançando e eu arrependido das 4 garrafas de ontem e das 24 da terça!

 Rezei um Pai-Nosso e tentei dormir… Balançando… Na minha cabeça sonolenta (sóbria) aqueles segundos pareciam horas.

Até que peguei no sono novamente e dormi. Quando acordei li sobre os tremores no Chile que abalaram também o Brasil, o alívio foi imediato.

NÃO FOI A CERVEJA NÃO! FOI O TERREMOTO PÔ!

 Ufa! Tava preocupado.

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Vida e Morte Berro D’água

fevereiro 25, 2010

Confesso não li a obra do Jorge Amado, mas hoje logo pela manhã quando comia meu misto com o café expresso me deparei com um link e quis conferir.

Fiquei impressionado! Além de estar louco para ver o filme, quero ler a obra. Quero imaginar aquele personagens, antes de velos com carne e osso, quero poder entender as falas antes de serem ditas. E seré a que morte de pode ser mais divertida que a vida?

vai a dica:

Ano Etílico.

fevereiro 25, 2010

Depois de 24 garrafas nem tem por que ser diferente.

Quem era pão-duro não é mais.

Quem era afeminado nem era tão mais.

 Quem sabia de tudo não sabia mais.

Depois de 24 garrafas tomadas… Qualquer assunto vira tese.

Terça-Feira de volta às aulas… Aula ao ar livre… Noite quente.

 Vamos tomar uma. Só pra refrescar, vamos sim.

-Tenho R$5.00. –

Tenho R$8.00.

 -Tenho umas moedas.

Pede mais.

 -O suricato pagou 6.

“É Itaipava né?” Alguém grita. Alguém que, compadecido com nossa situação de caça às moedas, pagou mais algumas.

 -Já são dez horas?

-Não!

-Vou ali no banco.

 Pega mais 5 lá!

Esse copo ta com cheiro de barata.

-Bebe sem respirar.

-É mesmo.

– Minha camisa é Lacoste.

– Aé? Então paga uma aí.

Paga sim! Paga mais!

Começou o ano letivo ou Etílico?

Dissecando Hermes

fevereiro 23, 2010

Adoro letra de música.
É incrível a habilidade de certas(os) pessoas de musicar o cotidiano, do fantasioso até a realidade.
Mas tem um, que ganha de todos.
Não por ser melhor, mas por conseguir musicar o inmusicavel(?).
Tente rimar Shah-Jehan com Mumtaz Mahal e inserir uns “Têtêretês” no meio disso tudo.
Tente falar do homem da gravata colorida, do urubu que toca flauta, do homem avestrús, da mulher do homem que come raio-laser.
Arranje uma frase pra usar Spyro Gyra é spyro gyro.

Difícil?
Que nada, isso ele tira de letra!
Agora vem a obra-prima. Acompanhem comigo a versão musical de uma parte da Mitologia. Isso mesmo M-I-T-O-L-O-G-I-A.

Hermes que era Thoth que era Mercúrio que era Três Vezes Poderoso e por isso Trismegisto.

“Hermes Trismegisto escreveu
O que está embaixo é como o que está no alto,
e o que está no alto é como o que está embaixo.
E por essas coisas fazem-se os milagres de uma coisa só.
E como todas essas coisas são e provêm de um
pela mediação do um,
assim todas as coisas são nascidas desta única coisa por adaptação.”

Simples não? Uma explicação mais do que óbvia sobre os escritos de Hermes.
Ahhh…o nome do albúm é “A Tábua de Esmeralda” (onde foi escrito as palavras do Trismegisto).
Acredito que poucos conseguem ir tão longe quanto Jorge Ben, talvez só alguém um pouco mais “Racional”.

Então fica aqui os dois juntos, estacione sua asa-delta e boa semana!

Quando deixamos?

fevereiro 19, 2010

Quando deixamos de lado nossos bonecos, nossos jogos e brincadeiras?
Quando percebemos que hoje será a última vez que escolheremos entre o soldado ou o ninja?
Quando percebemos que a realidade que vivíamos era uma fantasia e que atual realidade pode ser mais fantasiosa que a anterior?
Que agora sim podemos optar entre ser vilão ou herói, polícia ou bandido.
Que não somos detetives, guerreiros ou super-homens, mas que agora sim podemos escolher qual deles seremos.
Que nosso forte antes de plástico, agora é feito de tijolos.
Nossas mocinhas agora são de carne e osso.
Que morremos.
Que sangramos.
Que choramos.
Quando trocamos guerras de lama por batalhas de fogo?
Trocamos balas por pratas, chinelos por sapatos, regatas por gravatas?
Quando deixamos nossos brinquedos, nossos “pequenos amigos”, nossas bolinhas de gude, nossos monstros no fundo do armário, lá em uma ilha distante?
Quando deixamos a infância, esperando sempre continuar com a criança?

Fica a dica:

É tanto querer.

fevereiro 19, 2010

Ah! Se eu soubesse tocar… Queria só tocar aquelas coisas que a gente gosta… Iria falar de amor, de paixões e traições. Ia deixar a barba crescer mais um pouco, cruzar as pernas e fazer pose de artista. Ia fazer Dó com 7ª com 9ª e tudo o mais, fazer um ré menor e várias pestanas. Fazer bonito. Queria tocar bastante, queria encantar e cantar e cantar… Eu ia fazer uma pausa antes das músicas mais legais, contar algo sobre ela, mostrar conhecimento, aquela coisa intimista bem bacana! Queria saber tocar. Será que vocês iriam gostar? Queria que fosse assim… Bem legal sabe? Queria fazer um filme também, um filme daqueles de fazer chorar, de fazer as pessoas comentarem com o Pai, no dia seguinte, de tanta empolgação… Sabe? Será que ainda vou fazer um filme assim? Bem legal? Tenho tanta vontade de escrever um livro… Daqueles que sai na Veja, como destaque do mês… Livro que a gente lê numa tarde e depois quer ler de novo depois da janta todo torto na cama. Queria tanto…

Definitivamente estou velho pra isso… Esse lance de sala de aula, professor, trabalho pra nota. Estou velho pra ir à faculdade todo santo dia.

Estou sim!

Por isso, crianças, que eu fico no bar. Minha fase de escola já passou, estou na idade das filosofias.

No bar a gente pode conversar, no bar a gente aprende. O aprendizado do bar é aprendizado de vida, coisas que iremos usar por todo e sempre AMÉM!

Na escola aprendi progressão aritmética, teorema de Thales e Pitágoras!

Eu pergunto! Onde se usa isso?

No bar aprendi que se beber antes de brindar da azar.
Aprendi a não sair sem fazer xixi, no caminho vai dar M…
Aprendi a importância de ter amigos, ser fiel a eles (nunca os deixando a sós, no bar).
No bar a gente aprende noção de civismo (convidando as pessoas a sentarem à mesa, pagando a conta pros mais chegados e etc.).

É tanto aprendizado.

Mas repito, lugar de criança é na escola!

No bar a gente aprende sim! (se beber não dirija, se dirigir não beba).

Portanto! Aula… Só depois do carnaval.